CONARQ — diretrizes e publicações arquivísticas
Referência para os conceitos apresentados. A aplicação ao seu acervo depende do contexto e do escopo. Consulta em 08/10/2026.
Consultar referência
Soluções
Digitalização, OCR e indexaçãoGestão documentalOrganização de arquivosGuarda documentalDescarte e incineraçãoECM com Alfresco e NextcloudConsultoria em LGPDDPO como serviçoSegurança da informaçãoTreinamentosDatabook para engenhariaEmpresa
InstitucionalQuem somosClientes e casesExperiência por setorBuscarBlogFAQWebmailTrabalhe conoscoFornecedoresPortal do clienteContato e orçamento WhatsAppGuia técnico
Amostragem é um dos pontos mais sensíveis de projetos de digitalização, porque ajuda a equilibrar custo, prazo e confiança no resultado. Quando mal definida, ela gera falsa segurança: a equipe acha que validou tudo, mas conferiu pouco ou de forma inconsistente. Este guia independente da Arquindex usa o Alfresco Share Community Edition 23.3 apenas como referência de interface, sem caráter oficial da Hyland nem prova da versão instalada.
Por Arquindex · Publicado em · Atualizado em
A amostragem serve para inspecionar uma parte representativa do lote e inferir a qualidade do conjunto, desde que a escolha seja planejada e os critérios estejam claros. Ela não substitui controle de qualidade; apenas o organiza. O ponto central é decidir o que será verificado, por quem e com que profundidade.
Em exemplo hipotético, um lote de 10 mil páginas é digitalizado para consulta interna. Verificar 100% de cada detalhe pode ser inviável, mas examinar apenas a primeira e a última folha de alguns volumes também é insuficiente. A amostragem precisa refletir os riscos do acervo, e não um hábito operacional genérico.
A escolha deve considerar variedade documental, riscos físicos, diferenças de origem e pontos críticos do fluxo. Amostras aleatórias simples podem funcionar em lotes homogêneos, mas, em lotes heterogêneos, faz sentido combinar aleatoriedade com estratificação por tipo, tamanho, estado físico ou nível de sensibilidade.
Em um caso hipotético, o lote mistura formulários simples, contratos com anexos e páginas com assinaturas. Se a amostra pegar apenas formulários simples, o resultado parecerá melhor do que é na prática. Por isso, o plano de amostragem deve incluir os itens mais prováveis de gerar falha, e não só os mais fáceis de aprovar.
Em vez de conferir tudo de forma indiscriminada, convém definir atributos críticos. Exemplos: legibilidade, ordem das páginas, integridade visual, presença de anexos, correspondência entre original e digital, qualidade de cor quando relevante e consistência de metadados básicos. Quanto mais crítico o documento, mais rígido tende a ser o aceite.
Critério útil: se a ausência de um elemento muda a compreensão do documento, esse elemento é crítico. Em um termo com página de assinatura, por exemplo, perder a última folha pode ser inaceitável mesmo que o restante esteja impecável. Já em um documento de apoio sem valor decisório, a tolerância pode ser maior, desde que combinada no escopo.
A amostragem só gera valor quando as divergências são documentadas. Não basta dizer que ‘houve problema’; é importante informar o tipo de falha, o lote afetado, a recorrência e a providência tomada. Isso cria histórico para correção de processo e evita repetição do mesmo defeito em próximos lotes.
Em exemplo hipotético, a conferência identifica páginas invertidas em três pastas. Em vez de corrigir apenas os três itens visíveis e encerrar o assunto, a equipe registra a ocorrência, verifica se a origem do erro está na preparação, na captura ou na indexação e decide se a amostra precisa ser ampliada.
Em um ambiente com Alfresco Share CE 23.3 como referência, a organização por pastas, versões e comentários pode apoiar o controle do que foi amostrado, reprovado e reprocessado. Ainda assim, os nomes de menus, módulos, licenças e permissões variam conforme a configuração, então não se deve assumir uma experiência padrão universal.
O mais útil é manter registros de conferência em local rastreável, com identificação de lote, responsável e data de revisão. Assim, a amostragem deixa de ser uma impressão subjetiva e passa a ser parte da governança documental do projeto.
Critérios de aceite precisam ser objetivos. Exemplos: correspondência entre número de páginas previstas e entregues, leitura adequada dos trechos críticos, ausência de deslocamento de ordem, metadados mínimos preenchidos e resultado da amostra dentro do limite combinado para retrabalho. Evite expressões vagas como ‘qualidade boa’ ou ‘arquivo aceitável’.
Se o projeto aceitar exceções, elas precisam estar descritas antes da entrega. Um lote pode ser aprovado com pequenas inconformidades não críticas, desde que isso esteja previsto e documentado. O que não deve acontecer é alterar o critério depois do resultado para ‘salvar’ um lote que não passou.
CTA: peça um escopo à Arquindex para definir tamanho de amostra, atributos críticos, regras de retrabalho e forma de registrar divergências. Isso ajuda a transformar conferência em processo repetível, com critérios aceitos antes da produção, e não em avaliação improvisada ao fim do projeto.
Uma amostra aprovada não prova que um lote posterior, com outro tipo de papel ou outro padrão de preenchimento, terá o mesmo comportamento. Se mudarem os documentos, as condições de captura ou os campos críticos, avalie uma nova amostra. Não escolha apenas páginas fáceis e não apresente um percentual arbitrário como exigência normativa. A decisão deve ser documentada no plano de qualidade, considerando impacto do erro, diversidade do acervo e finalidade de uso.
Quando uma divergência aparecer, registre o lote e a característica associada ao problema. O encaminhamento pode ser ampliar a conferência naquele conjunto, corrigir a configuração ou interromper uma etapa para esclarecer o critério. Defina com o contratante quem autoriza o prosseguimento, como a correção será verificada e se o aceite será parcial. Uma lista de arquivos entregue não encerra, por si só, uma pendência de qualidade.
Referência para os conceitos apresentados. A aplicação ao seu acervo depende do contexto e do escopo. Consulta em 08/10/2026.
Consultar referênciaReferência para os conceitos apresentados. A aplicação ao seu acervo depende do contexto e do escopo. Consulta em 08/10/2026.
Consultar referênciaReferência para os conceitos apresentados. A aplicação ao seu acervo depende do contexto e do escopo. Consulta em 08/10/2026.
Consultar referênciaReferência para os conceitos apresentados. A aplicação ao seu acervo depende do contexto e do escopo. Consulta em 08/10/2026.
Consultar referênciaNão se deve presumir um percentual único e obrigatório para qualquer projeto. A amostragem depende do risco, da heterogeneidade do acervo, do objetivo de uso e do critério de aceite combinado entre as partes. Em vez de buscar um número fixo, é melhor definir método, cobertura e profundidade de revisão adequados ao contexto.
Nem sempre. Em lotes simples e homogêneos, a amostragem pode ser suficiente para controle de qualidade, desde que bem desenhada. Em lotes críticos, heterogêneos ou com consequências relevantes em caso de erro, pode ser necessário ampliar a conferência. O ponto é alinhar a inspeção ao risco real do acervo.
Falhas que afetem compreensão, integridade ou rastreabilidade tendem a exigir retrabalho imediato, como páginas invertidas, ausência de anexos relevantes, corte de bordas críticas ou metadados incoerentes. Já falhas menores podem ser tratadas conforme o limite de tolerância definido no escopo, desde que isso tenha sido combinado antes da entrega.
Não. A Arquindex pode apoiar a estrutura do escopo, os critérios de aceite e o fluxo de conferência, mas a amostragem deve refletir o acervo e o risco de uso do cliente. Os manuais são independentes e tomam o Alfresco Share CE 23.3 como referência de interface, com variações de menus e permissões.
Conte o que você tem hoje, em papel ou em arquivos digitais, e responderemos com o caminho mais direto.