Um RDC-Arq é um ambiente de preservação orientado por requisitos arquivísticos. Ele mantém documentos e metadados, controla eventos, protege autenticidade e acesso e planeja a continuidade ao longo do tempo — não é apenas uma pasta com backup.
Guardar um PDF em storage não é o mesmo que preservar um documento arquivístico. A preservação digital precisa manter o conteúdo compreensível, íntegro e contextualizado apesar de mudanças de tecnologia, pessoas e sistemas.
PARTE 01
Preservar é manter confiança ao longo do tempo
A Resolução Conarq nº 51/2023 aprovou a segunda versão das diretrizes brasileiras para RDC-Arq. O foco inclui autenticidade, identidade, integridade, confidencialidade, disponibilidade, acesso e preservação por períodos longos ou permanentes.
Isso exige relacionar o objeto digital ao seu contexto: produtor, atividade, classificação, temporalidade, versão, eventos e permissões. Sem esses vínculos, o arquivo pode continuar abrindo e ainda assim perder valor arquivístico.
- Documento e metadados associados
- Registro de ingestão e eventos
- Controles de integridade
- Gestão de acesso e confidencialidade
- Política de preservação e continuidade
PARTE 02
ECM, SIGAD e RDC-Arq têm papéis diferentes
Um ECM favorece uso, colaboração, busca e fluxo. Um SIGAD implementa requisitos de gestão arquivística nas fases corrente e intermediária. O RDC-Arq mantém documentos confiáveis nas fases definidas pela política, com independência suficiente das aplicações de negócio.
A arquitetura pode integrar essas camadas. O erro é esperar que uma única ferramenta, sem configuração e governança, cumpra automaticamente todas as funções.
- Produção e colaboração
- Classificação e temporalidade
- Transferência e recolhimento
- Preservação e acesso controlado
PARTE 03
O pacote de informação precisa sobreviver ao sistema
Além do arquivo principal, preserve metadados, relações, eventos e evidências necessárias para interpretar o documento. Formatos adequados ajudam, mas não substituem controles de integridade e documentação do processo.
Planeje também como exportar documentos e metadados. Uma estratégia de saída reduz dependência tecnológica e permite migrar o acervo sem perder contexto.
- Formatos documentados e apropriados
- Checksums e verificação periódica
- Registro de migrações
- Exportação estruturada
- Cópias geograficamente separadas
PARTE 04
Comece com política, escopo e diagnóstico
Antes de escolher software, identifique séries documentais, prazos, riscos, volumes, formatos, sistemas de origem e requisitos de acesso. Esse diagnóstico define o que deve entrar no repositório e em qual momento.
A implantação por conjuntos prioritários permite testar ingestão, metadados, recuperação e auditoria. O resultado deve ser validado por profissionais de arquivo, tecnologia, segurança e áreas produtoras.
PERGUNTAS FREQUENTES
Dúvidas sobre o tema
Backup é um RDC-Arq?+
Não. Backup recupera cópias após falhas; um RDC-Arq adiciona requisitos arquivísticos, metadados, eventos, controles de autenticidade, acesso e preservação de longo prazo.
PDF/A resolve a preservação digital?+
É um recurso útil em muitos contextos, mas formato sozinho não preserva contexto, autenticidade, cadeia de custódia, metadados e eventos.
REFERÊNCIAS
Fontes consultadas
Fontes primárias acessadas para verificar os pontos normativos e técnicos deste conteúdo.