Para planejar um Alfresco com 7 TB e cerca de 300 usuários, meça objetos e crescimento, consultas simultâneas, modelo de conteúdo, permissões, indexação, storage, backup e recuperação. Migre por ondas, com inventário e critérios de aceite.
O volume em terabytes chama atenção, mas não define sozinho a arquitetura. Quantidade de objetos, formatos, taxa de crescimento, padrão de acesso, reindexação, integrações e recuperação influenciam mais a experiência diária.
PARTE 01
Meça o acervo além dos terabytes
Dois acervos de 7 TB podem ter perfis opostos: milhões de imagens pequenas ou poucos arquivos técnicos gigantes. Inventarie quantidade de objetos, versões, extensões, profundidade, duplicidade e taxa de crescimento.
Registre também quem busca, baixa, atualiza e integra. A arquitetura deve responder à carga operacional e às metas de recuperação.
- Número de objetos e versões
- Distribuição por formato e tamanho
- Crescimento mensal
- Picos de consulta e ingestão
- RTO e RPO esperados
PARTE 02
O modelo de conteúdo vem antes das pastas
Tipos, propriedades, aspectos e relações tornam o conteúdo pesquisável e governável. Replicar uma árvore antiga sem saneamento carrega problemas para a nova plataforma.
Comece com poucos campos de alto valor e vocabulários controlados. Permita evolução sem exigir que todo usuário conheça a estrutura técnica.
PARTE 03
Permissões complexas cobram custo
Heranças quebradas em milhares de pastas e regras por usuário dificultam auditoria e podem reduzir desempenho. Prefira grupos, papéis e zonas de segurança alinhados a processos.
Teste cenários negativos: usuário sem acesso, colaborador transferido, terceiro temporário e documento reclassificado. Segurança precisa funcionar durante a busca, a API e a exportação.
- Grupos por função
- Acesso por coleção
- Administração segregada
- Revisão periódica
- Logs de eventos críticos
PARTE 04
Migração é produto, não cópia de arquivos
Cada onda deve definir fonte, regra de transformação, metadados, permissões, duplicatas, exceções, reconciliação e aceite. Mantenha contagens e checksums para provar o que foi transferido.
A onda piloto precisa representar formatos difíceis e perfis restritos. Só aumente o volume depois que busca, acesso, backup e restauração estiverem validados.
PARTE 05
Planeje operação e observabilidade
Monitore filas, índice, banco, storage, erros de transformação, disponibilidade e tempo de consulta. Defina procedimentos para reindexação, crescimento, atualização e recuperação de desastre.
Treinamento deve ser orientado a tarefas: localizar, versionar, compartilhar, corrigir metadados e tratar exceções. Adoção depende mais do trabalho diário do que da tela inicial.
PERGUNTAS FREQUENTES
Dúvidas sobre o tema
7 TB exige migrar tudo de uma vez?+
Não. Ondas priorizadas reduzem risco e permitem corrigir regras antes de mover a maior parte do acervo.
Mais metadados sempre melhoram a busca?+
Não. Campos úteis e consistentes ajudam; dezenas de campos vazios ou ambíguos aumentam custo e pioram a experiência.